Olá a todos!
Finalmente acabei os exames... mas não o estudo. Tenho que estudar constantemente para entrar em medicina.
Ultimamente tenho apostado em ler coisas relacionadas com o Asperger. Eu posso ter a experiências, mas gosto de acompanhar o que os profissionais dizem, e as novidades que podem aparecer. Eu realmente queria como sonho avançar na investigação deste síndrome.
É incrível como as pessoas têm uma enorme dificuldade em aceitar o conhecimento vindo de um doente. Só por ser portador de uma doença é automaticamente excluído da capacidade de compreender o seu próprio problema.
Bem... Já aprendi há muito tempo a caminhar ignorando as vozes da multidão. E assim vou continuar.
terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
Época de exames
Estou de momento em época de exames e portento (como já estão habituados) ficarei mais tempo sem escrever um post. De qulquer forma se tiver algum tempo irei escrever algo. Já não escrevo há algum tempo e tenho muita coisa para dizer.
P.S- Peço desculpa a quem não respondi nos comentários. Sei que já passou muito tempo mas tentarei responder logo que possa.
P.S- Peço desculpa a quem não respondi nos comentários. Sei que já passou muito tempo mas tentarei responder logo que possa.
domingo, 11 de Outubro de 2009
Non Stop
Olá a todos.
Aqui estou para desabafar algo que tenho reparado em muitas férias de verão mas nunca dei muita importância até este ano...
Era muito normal, nos anos em que ainda não tinha descoberto a minha "cura", passar as férias de verão fechada em casa. Se saía era porque os meus pais também o faziam.
No entanto, após a tal mudança, notei em algo... que passo a explicar.
Nas férias de verão em que conheci o meu namorado, as minhas amigas da altura encontravam-se de férias com a família (como é suposto).
Eu queria estar com o meu namorado... Mas tal tornou-se uma tarefa árdua e sofredora porque os meus pais eram contra o namoro. Bem...Melhor dizendo, o meu pai era contra o meu namoro, mas a minha mãe com o medo ia atrás.
Por favor não fiquem a pensar que eu estava a fazer algo de rebelde, como namorar com o "xunga" da esquina. O meu namorado tem tudo o que uns pais possam querer para a sua filha (mesmo os mais materialistas e defensores do status como eram os meus). O meu pai simplesmente é obcecado pela família e quer ela toda fechada e dedicada a ele. Mas pronto...isso não é para aqui chamado e confesso ter uma certa dificuldade de falar disto sem me doer cá dentro.
O que interessa é que eu, pela primeira vez em toda a minha vida de aspie, queria sair e divertir-me. Mas não me deixaram...
Passou uma semana... Não houve nada de especial a não ser uma tristeza enorme e sensação de pássaro enjaulado.
Segunda semana... senti uma mudança acentuada no meu comportamento.
Já não falava com tanta fluência, as palavras custavam a sair, engasgava-me, confundia-me.Parecia que qualquer coisa em mim estava a fazer o que não conseguia. Parecia que estava a forçar qualquer coisa a fazer algo...sentia aquela forma de falar "desengonçada" a reasurgir.Resumindo: estava a retroceder a nível social.
Não me apercebi disso logo nessas férias tal como disse. Isto porque quando voltava ao ano lectivo eu ganhava outra vez o "ritmo".
Mas passou mais umas férias (com ainda problemas de ver o namorado) e nestas férias (onde já não houve problemas) eu não me senti assim porque convivi com pessoas.
Foi então que cheguei a esta conclusão... Eu não posso ficar um grande período de tempo sem falar com alguém (no meu caso mais de duas semanas já começa a notar-se) sem conviver.
Não é grande espanto porque, como todos nós sabemos, o Asperger não tem cura. Mas é engraçado reparar que mesmo quem está "curado" (daí eu por as aspas) ter sempre de "trabalhar" a sua "cura"...
É como se a nossa sociabilidade fosse um músculo: se não o exercitarmos atrofia.
Eu partilho isto convosco porque é importante estar atento como eu estive. Mesmo que um aspie se "cure" não se pode dar á liberdade de ficar isolado como uma pessoa normal. Para uma pessoa normal isso não a afecta. Para nós sim.
Portanto...Não é por termos a doença controlada que podemos descansar. É non stop. Temos que manter tudo o que conseguirmos.
Se virem que estão muitas horas sem falar por dia ou estão isolados no vosso quarto... saiam um pouco e falem com os vossos pais.
Para os pais: tentem ao máximo fazer o vosso filho falar regularmente. É importante ele manter o ritmo de uma conversa.
Bem... agora tenho mesmo de sair do meu PC porque o meu gato está com uma ciumeira horrível lol.
Bjs
Aqui estou para desabafar algo que tenho reparado em muitas férias de verão mas nunca dei muita importância até este ano...
Era muito normal, nos anos em que ainda não tinha descoberto a minha "cura", passar as férias de verão fechada em casa. Se saía era porque os meus pais também o faziam.
No entanto, após a tal mudança, notei em algo... que passo a explicar.
Nas férias de verão em que conheci o meu namorado, as minhas amigas da altura encontravam-se de férias com a família (como é suposto).
Eu queria estar com o meu namorado... Mas tal tornou-se uma tarefa árdua e sofredora porque os meus pais eram contra o namoro. Bem...Melhor dizendo, o meu pai era contra o meu namoro, mas a minha mãe com o medo ia atrás.
Por favor não fiquem a pensar que eu estava a fazer algo de rebelde, como namorar com o "xunga" da esquina. O meu namorado tem tudo o que uns pais possam querer para a sua filha (mesmo os mais materialistas e defensores do status como eram os meus). O meu pai simplesmente é obcecado pela família e quer ela toda fechada e dedicada a ele. Mas pronto...isso não é para aqui chamado e confesso ter uma certa dificuldade de falar disto sem me doer cá dentro.
O que interessa é que eu, pela primeira vez em toda a minha vida de aspie, queria sair e divertir-me. Mas não me deixaram...
Passou uma semana... Não houve nada de especial a não ser uma tristeza enorme e sensação de pássaro enjaulado.
Segunda semana... senti uma mudança acentuada no meu comportamento.
Já não falava com tanta fluência, as palavras custavam a sair, engasgava-me, confundia-me.Parecia que qualquer coisa em mim estava a fazer o que não conseguia. Parecia que estava a forçar qualquer coisa a fazer algo...sentia aquela forma de falar "desengonçada" a reasurgir.Resumindo: estava a retroceder a nível social.
Não me apercebi disso logo nessas férias tal como disse. Isto porque quando voltava ao ano lectivo eu ganhava outra vez o "ritmo".
Mas passou mais umas férias (com ainda problemas de ver o namorado) e nestas férias (onde já não houve problemas) eu não me senti assim porque convivi com pessoas.
Foi então que cheguei a esta conclusão... Eu não posso ficar um grande período de tempo sem falar com alguém (no meu caso mais de duas semanas já começa a notar-se) sem conviver.
Não é grande espanto porque, como todos nós sabemos, o Asperger não tem cura. Mas é engraçado reparar que mesmo quem está "curado" (daí eu por as aspas) ter sempre de "trabalhar" a sua "cura"...
É como se a nossa sociabilidade fosse um músculo: se não o exercitarmos atrofia.
Eu partilho isto convosco porque é importante estar atento como eu estive. Mesmo que um aspie se "cure" não se pode dar á liberdade de ficar isolado como uma pessoa normal. Para uma pessoa normal isso não a afecta. Para nós sim.
Portanto...Não é por termos a doença controlada que podemos descansar. É non stop. Temos que manter tudo o que conseguirmos.
Se virem que estão muitas horas sem falar por dia ou estão isolados no vosso quarto... saiam um pouco e falem com os vossos pais.
Para os pais: tentem ao máximo fazer o vosso filho falar regularmente. É importante ele manter o ritmo de uma conversa.
Bem... agora tenho mesmo de sair do meu PC porque o meu gato está com uma ciumeira horrível lol.
Bjs
Em memória a um vencedor
Quero prestar neste triste mês uma pequena homenagem ao meu primo Rafael, que morreu de cancro com apenas 11 anos...
Nunca tive oportunidade de o conhecer bem devido a parvas desavenças familiares. E confesso que não fui capaz de o acompanhar na sua luta porque na altura era fraca e não conseguia suportar o sofrimento de uma criança...
Eu lamento imenso isso...
De qualquer forma quero que saibas Rafael que sempre estive do teu lado e que uma parte do desejo de ser médica é por tua causa... e por estar farta de ver a minha família a sucumbir de tantas doenças e eu não poder fazer nada.
Tu és um vencedor porque lutas-te corajosamente contra uma doença... eu sei o que é... e nem imagino o que sofreste pela tua.
És mais uma prova que com força tudo se consegue. Tu podes ter perdido a batalha, mas a mensagem cá fica entre nós.
Até sempre
http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?pagURL=arquivo&tvprog=1436&idpod=18051&formato=flv&pag=arquivo&pagina=3&data_inicio=&data_fim=&prog=1436&quantos=10&escolha=
Nunca tive oportunidade de o conhecer bem devido a parvas desavenças familiares. E confesso que não fui capaz de o acompanhar na sua luta porque na altura era fraca e não conseguia suportar o sofrimento de uma criança...
Eu lamento imenso isso...
De qualquer forma quero que saibas Rafael que sempre estive do teu lado e que uma parte do desejo de ser médica é por tua causa... e por estar farta de ver a minha família a sucumbir de tantas doenças e eu não poder fazer nada.
Tu és um vencedor porque lutas-te corajosamente contra uma doença... eu sei o que é... e nem imagino o que sofreste pela tua.
És mais uma prova que com força tudo se consegue. Tu podes ter perdido a batalha, mas a mensagem cá fica entre nós.
Até sempre
http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?pagURL=arquivo&tvprog=1436&idpod=18051&formato=flv&pag=arquivo&pagina=3&data_inicio=&data_fim=&prog=1436&quantos=10&escolha=
terça-feira, 8 de Setembro de 2009
Reviravoltas na vida e coisas em mão...
Olá a todos.
Em primeiro lugar peço desculpa por toda a minha inactividade.
A minha cabeça está literalmente noutro lugar...e ando numa fase que tento responder mais a perguntas sobre mim mesma do que propriamente as de outras pessoas.
Eu descobri que estou no lugar errado (a nível académico). A porta para a realização de um sonho antigo abriu-se e o meu coração falou mais alto.
Conto-vos um pouco dessa história.
Eu sempre quis ir para medicina. Mas a minha auto-estima sempre foi muito baixa (por motivos sociais como todos sabem) e isso reflectia-se na minha motivação académica. Sempre fui uma aluna mediana mas também sempre pensei para mim mesma que, quando chegasse ao secundário, as coisas iriam melhorar. Já estava direccionada para a minha área (segundo os testes psico-técnicos e a opinião de muita gente).
Mas como em muita coisa da minha vida as certezas foram destruídas pela maldição desta doença.
Começou logo no inicio do 10º ano quando o professor perguntou o que eu queria ser. Eu disse médica. A turma riu-se.
Devido a esta doença ninguém acreditava nas minhas capacidades. Associavam sempre a um atraso mental. Os professores humilhavam-me na aula, os alunos fora dela.
Tive uma tal "especial" professora que me dizia em todas as aulas que eu nunca teria cabeça para medicina.
E eu rendida á minha doença, rendida ao facto de estar revoltada comigo mesma por ser diferente, achei que todos tinham razão... que eu nunca conseguiria ser médica. Que na verdade até seria uma atrasada mental.
E tudo isto reflectiu-se mais uma vez nas notas. Deixei de me esforçar para medicina...dizia aos meus pais que ainda estava a tentar entrar. Mas a verdade é que me rendera.
Cheguei ao 12º e a minha média não dava definitivamente para medicina (já o esperava). Foi aí que descobri a psicologia.
Tinha boas notas a essa disciplina, o professor elogiava-me em todas as aulas, os alunos pediam-me ajuda. Foi a única disciplina eu que eu me senti realmente bem. Que era capaz e que as pessoas viam isso. Pensei...porque não? Talvez seja mesmo boa. Convenci-me a mim mesma que era boa a psicologia, convenci as pessoas também.
Só os meus pais é que acharam estranho esta mudança repentina depois de 7 anos a desejar medicina. E tinham razão...
E pronto... cheguei ao 2º ano de psicologia e vi que não estou onde quero estar.O curso foi uma grande desilusão. Desisti de um sonho por não ter tido amor próprio e ter acreditado nas pessoas que me queriam mal.
Mas agora que mudei vejo muito mais além. E agora que gosto de mim mesma já não oiço a quem mal me deseja. Sei que sou capaz de tudo. Tanto ou melhor que qualquer pessoa. E vou lutar por esse sonho.
Peço desculpa mais uma vez pela ausência, mas pela história que aqui vos conto agora sabem que ando a estudar para entrar no que quero.
P.S- Ás pessoas que me mandaram posts há quase um mês já têm as suas dúvidas respondidas.
Obrigada a todos por continuarem a vir aqui.
Em primeiro lugar peço desculpa por toda a minha inactividade.
A minha cabeça está literalmente noutro lugar...e ando numa fase que tento responder mais a perguntas sobre mim mesma do que propriamente as de outras pessoas.
Eu descobri que estou no lugar errado (a nível académico). A porta para a realização de um sonho antigo abriu-se e o meu coração falou mais alto.
Conto-vos um pouco dessa história.
Eu sempre quis ir para medicina. Mas a minha auto-estima sempre foi muito baixa (por motivos sociais como todos sabem) e isso reflectia-se na minha motivação académica. Sempre fui uma aluna mediana mas também sempre pensei para mim mesma que, quando chegasse ao secundário, as coisas iriam melhorar. Já estava direccionada para a minha área (segundo os testes psico-técnicos e a opinião de muita gente).
Mas como em muita coisa da minha vida as certezas foram destruídas pela maldição desta doença.
Começou logo no inicio do 10º ano quando o professor perguntou o que eu queria ser. Eu disse médica. A turma riu-se.
Devido a esta doença ninguém acreditava nas minhas capacidades. Associavam sempre a um atraso mental. Os professores humilhavam-me na aula, os alunos fora dela.
Tive uma tal "especial" professora que me dizia em todas as aulas que eu nunca teria cabeça para medicina.
E eu rendida á minha doença, rendida ao facto de estar revoltada comigo mesma por ser diferente, achei que todos tinham razão... que eu nunca conseguiria ser médica. Que na verdade até seria uma atrasada mental.
E tudo isto reflectiu-se mais uma vez nas notas. Deixei de me esforçar para medicina...dizia aos meus pais que ainda estava a tentar entrar. Mas a verdade é que me rendera.
Cheguei ao 12º e a minha média não dava definitivamente para medicina (já o esperava). Foi aí que descobri a psicologia.
Tinha boas notas a essa disciplina, o professor elogiava-me em todas as aulas, os alunos pediam-me ajuda. Foi a única disciplina eu que eu me senti realmente bem. Que era capaz e que as pessoas viam isso. Pensei...porque não? Talvez seja mesmo boa. Convenci-me a mim mesma que era boa a psicologia, convenci as pessoas também.
Só os meus pais é que acharam estranho esta mudança repentina depois de 7 anos a desejar medicina. E tinham razão...
E pronto... cheguei ao 2º ano de psicologia e vi que não estou onde quero estar.O curso foi uma grande desilusão. Desisti de um sonho por não ter tido amor próprio e ter acreditado nas pessoas que me queriam mal.
Mas agora que mudei vejo muito mais além. E agora que gosto de mim mesma já não oiço a quem mal me deseja. Sei que sou capaz de tudo. Tanto ou melhor que qualquer pessoa. E vou lutar por esse sonho.
Peço desculpa mais uma vez pela ausência, mas pela história que aqui vos conto agora sabem que ando a estudar para entrar no que quero.
P.S- Ás pessoas que me mandaram posts há quase um mês já têm as suas dúvidas respondidas.
Obrigada a todos por continuarem a vir aqui.
quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Blog em stand by
Como já têm reparado, já há uns meses que não escrevo aqui nada.
Como me mandaram um comentário para aqui, lembrei-me de avisar (porque por mim até já me tinha esquecido que tenho blog lol) que este blog estará em stand by por tempo indefinido. Isto porque, como já devem calcular, não disponho nem de tempo nem de cabeça para escrever aqui (nem para me mexer quanto mais) devido ao meu trabalho na faculdade, que está cada vez mais monstruoso e cresce em catadupa.
De qualquer forma responderei a qualquer comentário que deixem aqui. Peço é compreensão pela demora da resposta.
Beijos
Como me mandaram um comentário para aqui, lembrei-me de avisar (porque por mim até já me tinha esquecido que tenho blog lol) que este blog estará em stand by por tempo indefinido. Isto porque, como já devem calcular, não disponho nem de tempo nem de cabeça para escrever aqui (nem para me mexer quanto mais) devido ao meu trabalho na faculdade, que está cada vez mais monstruoso e cresce em catadupa.
De qualquer forma responderei a qualquer comentário que deixem aqui. Peço é compreensão pela demora da resposta.
Beijos
domingo, 25 de Janeiro de 2009
O mundo feminino

Olá a todos....
Arranjei tempo (estou mais aliviada) para escrever um post.
Espero não ofender todas as raparigas ou mulheres que lerem isto. Não é a minha intenção, simplesmente é como me sinto, é o que acho, é o que vejo...
Tudo o que escrevo aqui é para poder ajudar alguém. E tendo em conta que é muito raro uma rapariga ter Asperger, então espero ajudar a minoria.
A maioria do sexo feminino vai discordar com o que irei dizer. É normalíssimo, é o vosso mundo...
Mas a verdade é que eu... não o entendo!!
Eu basicamente não me comporto como uma rapariga na maioria das coisas. Não sou maria - rapaz porque me arranjo de forma bastante feminina (mas no entanto... diferente de como as raparigas se vestem hoje em dia). Simplesmente não tenho a fragilidade, os interesses, os gostos, as conversas...
Na verdade acho o sexo feminino cada vez mais ridículo... Eu sei estão chocadas. Mas eu vou explicar o porquê de dizer isto.
Em primeiro lugar... as mulheres são falsas. Mesmo com as melhores amigas. Eu estou numa faculdade praticamente de mulheres e é horrível! Puro veneno... são como cobras que atacam mal vêem qualquer desgraçada a virar as costas. Eu ás vezes tenho receio de as minhas amigas fazerem o mesmo (porque já muitas fizeram). Mas com os anos já tenho prática em escolher.... espero mesmo que tenha...
Depois são umas desesperadas do pior! Será que alguém me consegue responder a isto: Uma mulher não consegue viver sem um homem em volta dela?? Olhem que eu acredito cada vez mais que não.
Passam a vida a falar de que precisam de um namorado como se disso dependesse a sua personalidade. Já vi até umas que ficaram deprimidas... Credo! Não existe auto-estima neste mundo? Eu acho que uma mulher deve ser segura de si e independente para conquistar um homem. Deve ter uma personalidade forte e formada. Mas não... estas raparigas de hoje em dia procuram um homem para terem a sua personalidade formada.
E depois de terem o "sagrado" namorado o que vejo elas a fazerem? A sufoca-los com a sua falta de auto-estima. Passam a vida "grudadas" neles a pedir atenção e até na cara está estampado "Quero mimos! Quero mimos!". Até a mim sufoca a olhar...
Não há quem entenda se elas namoram com os namorados ou as amigas. Sim, porque estas amizades femininas fazem-me uma confusão .... sentam-se ao colo uma das outras, chamam à melhor amiga de "amor", fazem juras que mais parecem juras de amor, andam de mãos dadas, e até mesmo à idade adulta enfiam-se debaixo dos lençóis a falarem lá das suas fofoquices (que parece ser o único tema que a mulher consegue ter).
O tema de conversa é outra coisa que me irrita... vai desde a vida das outras pessoas (para dizer mal), até ás futilidades (roupa e maquilhagem), para o assunto preferido: rapazes!
Temas além disso... vida além disso. Nada!
A fragilidade é algo que foi sempre atribuído á mulher e ela parece que não se quer livrar disso. Se há coisa que vejo quando uma mulher tem um problema é chorar. Acho que chora mais do que se mexe. Eu também choro... mas o meu choro é do esforço das minhas acções e não do problema que estou a ter. Acho que deviam ser mais resistentes e não serem sempre as "que são salvas".
Depois tudo na mulher (mas mesmo tudo!) parece que é feito para chamar á atenção. Desde a forma exagerada de se vestirem (ganha a que estiver mais descascada e com mais acessórios a fazer barulho) até á voz. A sério... expliquem-me o que se passa com as raparigas de hoje em dia que estão constantemente a competir com a que fala mais alto e esganiçadamente. Até a rirem-se são exageradas. Isto é tudo para olharem para elas? Olhem eu só consigo é tapar os ouvidos...
A inteligência também não é nada que se destaque... Pudera! A passar a vida a falar de marcas e homens o que querem?? Aquilo que vejo é que a futilidade leva mesmo á burrice. Nem vos conto as respostas que já ouvi de cada rapariga.... é de levar ás lágrimas.
Bem não entendo e não me vejo a entender... É como vejo a mulher. E acho que os séculos e séculos que passaram a ser ultrapassadas pelos homens fizeram-lhes mal. Há grandes mulheres, sei disso claro! Mas a maioria não joga com a inteligência mas sim com a imagem...
Eu não sou assim e não quero pertencer a esse mundo de que desgosto até bastante. Felizmente tenho amigas de quem gosto muito de falar. Falamos de temas que nos fazem pensar, puxamos pela mente, vamos mais além. Isto porque elas são aquela excepção que lá se encontra. Gosto disso e desde já agradeço-lhes as nossas conversas que me aliviam bastante! Obrigada Ana, Daniela, Elsa, Inês, Joana M., Joana C., Mariana e Sara. E claro, mesmo apesar de não ser rapariga lol , ao meu namorado que é o alívio dos alívios lol.
quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
Frustação...
Olá a todos.
Tenho estado muito ocupada porque entrei agora na época de exames e se vos contasse o que tenho de fazer ficavam de cabelos brancos. Enfim...
Encontrei tempo para vos contar um pequeno episódio que aconteceu ontem numa aula.
Ao estar em Psicologia, é óbvio que o meu síndrome venha á baila em aulas. Eu tenho uma cadeira, chamada de Introdução á Psicologia do Desenvolvimento, e visto que o Asperger é essencialmente um problema de desenvolvimento, mais probabilidades existem de se falar dele nas aulas.
Ontem estava na aula prática desta cadeira e era a apresentação do último trabalho do semestre sobre o desenvolvimento sócio-emocional da criança (já estão a ver não é?).
A professora mencionou o caso de uma criança que ela teve no consultório que tem Asperger.
Só que ela não distingue Asperger de autismo. Ela falou de uma forma mesmo desagradada pelo facto de terem dado o nome de Asperger a este síndrome. Para ela isto é autismo puro e as pessoas puseram este nome para nada.
O que aconteceu é que eu tive uma vontade enorme de lhe dizer: Não! Há diferenças!
Mas não tive coragem...
Não sei porquê... Eu conto a todas as minhas amigas e colegas sobre o meu síndrome. Qual é o meu problema de dizer a uma professora que sou aspie? Será que tenho medo que ela se ponha interessada a analisar-me?
Não sei sinceramente....
Tenho a sensação que, por vezes parecemos uns "bichos de circo" para as pessoas.
Já houve muitas vezes em que disse que era aspie e as pessoas começaram a olhar-me constantemente de uma forma apreensiva, como se estivesse à espera que eu tivesse algum ataque neurótico e saltasse para cima da mesa.
Também já me aconteceu contar e as pessoas olharem-me de forma curiosa e expectante, à que eu fizesse alguma "habilidade": como, por exemplo, falar sem parar da minha "área obsessão".
Talvez seja por isso.... não sei.
Só sei que jurei uma coisa a partir de ontem.
A partir de agora, se algum professor meu falar do Asperger eu direi que tenho sem problemas...
Mesmo que a turma se vire toda na minha direcção. Não é nada a que eu já não esteja habituada.
Tenho estado muito ocupada porque entrei agora na época de exames e se vos contasse o que tenho de fazer ficavam de cabelos brancos. Enfim...
Encontrei tempo para vos contar um pequeno episódio que aconteceu ontem numa aula.
Ao estar em Psicologia, é óbvio que o meu síndrome venha á baila em aulas. Eu tenho uma cadeira, chamada de Introdução á Psicologia do Desenvolvimento, e visto que o Asperger é essencialmente um problema de desenvolvimento, mais probabilidades existem de se falar dele nas aulas.
Ontem estava na aula prática desta cadeira e era a apresentação do último trabalho do semestre sobre o desenvolvimento sócio-emocional da criança (já estão a ver não é?).
A professora mencionou o caso de uma criança que ela teve no consultório que tem Asperger.
Só que ela não distingue Asperger de autismo. Ela falou de uma forma mesmo desagradada pelo facto de terem dado o nome de Asperger a este síndrome. Para ela isto é autismo puro e as pessoas puseram este nome para nada.
O que aconteceu é que eu tive uma vontade enorme de lhe dizer: Não! Há diferenças!
Mas não tive coragem...
Não sei porquê... Eu conto a todas as minhas amigas e colegas sobre o meu síndrome. Qual é o meu problema de dizer a uma professora que sou aspie? Será que tenho medo que ela se ponha interessada a analisar-me?
Não sei sinceramente....
Tenho a sensação que, por vezes parecemos uns "bichos de circo" para as pessoas.
Já houve muitas vezes em que disse que era aspie e as pessoas começaram a olhar-me constantemente de uma forma apreensiva, como se estivesse à espera que eu tivesse algum ataque neurótico e saltasse para cima da mesa.
Também já me aconteceu contar e as pessoas olharem-me de forma curiosa e expectante, à que eu fizesse alguma "habilidade": como, por exemplo, falar sem parar da minha "área obsessão".
Talvez seja por isso.... não sei.
Só sei que jurei uma coisa a partir de ontem.
A partir de agora, se algum professor meu falar do Asperger eu direi que tenho sem problemas...
Mesmo que a turma se vire toda na minha direcção. Não é nada a que eu já não esteja habituada.
segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
Respostas Dadas!
Olá a todos!
Peço muitíssima desculpa pela demora. Infelizmente nestes dias andei muito ocupada e tive muitos problemas a nível pessoal.
As respostas aos vossos comentários ( os que não tinham resposta) estão dadas....
Peço desculpa pelo incómodo.
Voltarei em breve com um novo post...
Preciso só que a minha vida acalme um pouco...
Peço muitíssima desculpa pela demora. Infelizmente nestes dias andei muito ocupada e tive muitos problemas a nível pessoal.
As respostas aos vossos comentários ( os que não tinham resposta) estão dadas....
Peço desculpa pelo incómodo.
Voltarei em breve com um novo post...
Preciso só que a minha vida acalme um pouco...
terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Pedido de desculpas
Olá a todos.
Peço imensa desculpa por ainda não ter respondido aos vossos comentários. Eu estou a transbordar de trabalho e tenho de ter tudo feito para a semana.
Peço a quem comentou no blog este mês e ainda não teve resposta que passe cá para o final da semana que vem que terão as suas respostas.
Peço desculpa mais uma vez.
Até para a semana!
Peço imensa desculpa por ainda não ter respondido aos vossos comentários. Eu estou a transbordar de trabalho e tenho de ter tudo feito para a semana.
Peço a quem comentou no blog este mês e ainda não teve resposta que passe cá para o final da semana que vem que terão as suas respostas.
Peço desculpa mais uma vez.
Até para a semana!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
