sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

No final da vida


((No final da vida ... Os neurologistas dizem que a demência deve ser chamada de "falência cerebral", porque os outros nomes são nebulosos e não mostram a gravidade da doença para a maioria das pessoas. À medida que o cérebro do paciente morre lentamente, eles mudam fisicamente, perdem a capacidade de falar, e os cuidadores ficam frequentemente em choque e exaustos !! Os pacientes acabam acamados, incapazes de se mover e incapazes de comer ou beber. Mas são as diferentes fases anteriores que são igualmente dolorosas. No dia em que de repente eles se esquecem de como se vestir, e ficam confusos ou agressivos quando você tenta ajeitar as roupas que eles vestiram às avessas. Quando eles perguntam repetidamente onde está seu companheiro/a para toda a vida ou onde seus filhos estão olhando diretamente para eles. Quando eles estão confusos, zangados ou assustados, é porque eles ainda estão parcialmente conscientes de quem eles eram, no entanto... não são mais essas pessoas/))
Muitas pessoas que trabalham no apoio ao idoso com demência não tem nem qualificação necessária para o fazer muitas das pessoas que trabalham neste país e se calhar em Portugal ambém, não o faz pela comapixão e solidariedadeao idoso mas fa-lo apenas porqueprecisa de ter um salário, existem organismos e legislações que “protegem” os idosos e pessoas vulneráveis sim existem é verdade mas muito pouco se tem feito para evitar e prevenir abuso aos idosos e pessoas vulneráveis. As pessoas preferem virar a cara parsa o lado e fingir que não sabem de nada, que nada vêem. Tenho ouvido falar de pessoas que inclusive perderam os seus postos de trabalho assim que tentaram denunciar casos de abuso e mautrato contra idosos com demência. São por norma quem mais sofrem às mãos incomptentes de quem ali está apenas porque precisa de ter um salario e por vezes até descarregam as suas frustrações nos idosos com demência porque sabem que eles não se podem defender e mesmo que eles se queixem ninguem lhes irá dar crédito pois que coitados são dementes não sabem o que dizem e nem o que fazem.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Fui ao Mcdonalds no dia 1 de Janeiro!

Ou melhor, já era dia 2 de Janeiro pois que eu passei o dia todo a dormir depois de ter trabalhado durante 12 horas na passagem de ano, eram por isso já 2 ou 3 da madrugada quando me deu a fome e a vontade irresistível de comer hambúrguer e não levei muito tempo a decidir e mesmo em pijama meti-me dentro do carro e lá fui toda contente tal qual miúda traquinas que acaba de cometer uma maldade sem ninguém saber, em direcção ao único Mcdonalds existente neste vilarejo onde moro no Reino Unido. eu acho que não é já segredo para ninguém que eu não gosto de viver fora de Portugal e que desde que vim para este país eu tenho sempre vivido em depressão, tristeza e revolta, muita revolta eu vivo entre o trabalho e a casa onde moro não convivo com quase ninguém vou de vez em quando a casa de uma das filhas a única que vive no mesmo vilarejo que eu,  tenho duas a viver cá no Reino Unido mas uma delas está muito longe e alem disso ela não me grama de maneira nenhuma, sinto até que ela sente ódio de mim... não sei enfim não sei mesmo mas não me vou matar por causa disso, tem alturas que até dou graças aos céus por ser autista e individualista pois que se eu fosse uma mãe como todas as outras mães normais eu morreria de dor e desgosto mas como sou este ser frio e desapegado de pessoas sejam elas minha família ou não e dor não é assim tão forte e nem tão desgastante 
meti-me de novo nos negócios online mas não tenho lá grande sucesso porque para se ter sucesso neste mundo tem que se ser excelente em comunicação com as outras e isso é algo que eu nunca fui, estava cheia de entusiasmo no inicio ia a todas as reuniões virtuais escutava tudo o que diziam mas depressa me comecei a fartar e até a irritar porque eu já só conseguia entender que apenas queriam que eu comprasse comprasse e recrutasse pessoas mas como é que eu vou recrutar pessoas se elas nem sequer querem ouvir falar no assunto? tal como eu detesto que me chateiem eu também não gosto de chatear os outros e foi assim que eu vi morrer na praia mais um negócio online.    
 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

que tipo de velha eu vou ser?

Pois é... tenho 56 anos quase 57 para alguns eu serei já uma velha decrépita para outros uma mulher madura, para alguns uma cota já usada enfim...
Para mim , como eu me vejo e me sinto eu sou ainda muito jovem pois o planetyas que é o planeta tem biliões de anos e está enxutinho e lindo apesar de toda a merda que nós os humanos e outros animais fazemos para estragar este paraíso maravilhos que é este nosso globo terrestre (eu chamo-lhe a laranginha azul😊).  Sim é lógico que tenho dores nas articulações mas isso vem do material genético que me compõe desde o ventre de minha mãe e os testiculos do meu pai a minha genética não tem uma boa linhagem e, também não me posso esquecer de todas a porcarias que fiz durante a vida que em nada controibuiram para a minha saúde.
vivo com Síndrome de Asperger e trabalho uma instiuição de terceira idade que tem muitos utentes com demencia e alzheimer.
não trabalho com os mais agressivos e violentos porque deixei isso bem claro quando para cá vim expliquei a situação fui sincera e dei a conhecer o meu lado violento que não sei se é derivado a eu ser autista embora numa escala muito reduzida 41% numa escala de 0 a 100.
confesso que ultimamente me tenho confrontado com esta questão; que tipo de velha eu vou ser? problemas mentais existem na minha família, a minha mãe era doente bipolar e um dos meus irmãos é esquiziofrénico todos nós somos 4 irmãos e todos sofremos com problemas de depressão, uma das minhas filhas herdou da avó (minha mãe) o transtorno bipolar as minhas duas filhas mais novas sofrem ambas com depressão.
Apesar de não me apoquentar a toda a hora com estes dilemas eu penso no assunto uma vez ou outra e já inclusive comecei a escrever uma carta pra os meus futuros cuidadores, onde lhes peço desculpa pelo comportamento e lhes explico que não sou eu mas sim a doença que faz o que faz e acreditem não nada agradável e eu sei exactamente do que falo.


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

A vida dentro do espectro autista

Fiz o primeiro teste.
Resultado: 65% numa escala de 1 a 100 marquei 65
Terapias de comportamento depois fiz segundo teste atingi 51%
Mais terapias comportamentos e autoreflexção depois faço novo teste e marquei 41% .
A seguir, todos os testes que faço marco sempre 41%
Embora continue a ter um tom agressivo já não tenho aquela agressividade avassaladora que tinha antes, tento todos os dias conhecer-me um pouco melhor, tento controlar as minhas emoções coisa que não é muito fácil basta estar a falar com alguém sobre algo do qual eu discorde ou que estejamos a debater um qualquer assunto,
Mas o pior é quando me deparo com alguém violento isso vai incandescer a minha violência e por essa razão eu não posso lidar com pessoas violentas, adoro o trabalho que faço mas não posso cuidar de pessoas  agressivas e violentas.